Agora, todo mundo pode ganhar dinheiro com o YouTube
abr 16th
O YouTube anunciou, por meio de seu blog para criadores de conteúdo, que agora qualquer pessoa pode se inscrever no programa de parceiros e, consequentemente, ganhar dinheiro com vídeos. Isso significa que se você tem um vídeo com o mínimo de visualizações exigido, já pode adicionar um anúncio que vai gerar receita para você e para a plataforma de vídeos do Google.
Obviamente que, para se tornar um parceiro e conseguir monetizar o seu vídeo, é preciso atender a uma série de requisitos. Esta é a oportunidade de alguns amadores ganharem uns trocados com seus vídeos.
Se você tem interesse de participar do programa e tentar a sorte, clique aqui. E para ler os termos do serviço, clique neste link. É importante lembrar que os parceiros também podem criar banners e até customizar as miniaturas dos vídeos.
Fonte: olhar digital
Trojan Flashback invade computadores Mac com uma simples visita a sites infectados
abr 6th
Descoberto no ano passado, o trojan Flashback tem sido o pesadelo de vários donos de produtos Mac temerosos de ver suas máquinas infectadas. A ameaça acaba de se tornar ainda mais perigosa com a descoberta de que ela pode infectar computadores mediante uma simples visita a um site comprometido.
O malware já sofreu diversas mudanças até o momento: começou se disfarçando de um instalador do Flash Player e, logo em seguida, passou a imitar atualizações do Mac OS X e do Java. Segundo a F-Secure, a versão atual, cujo nome é Flashback.K, se aproveita de uma vulnerabilidade do Java SE6 que permite a sua instalação de forma discreta, sem que seja necessária a inserção de qualquer senha de administrador.
Até o momento, não há uma correção disponível para evitar a ameaça, tampouco foi divulgada uma lista de endereços que devem ser evitados. A situação se torna ainda mais crítica quando se leva em conta o fato de que a brecha de segurança já foi corrigida na versão Windows do Java — apesar de a Apple disponibilizar atualizações mensais para o programa, sua lentidão em resolver problemas do tipo é bastante conhecida.
A F-Secure sugere que os donos de produtos Mac desativem o software, única forma efetiva de evitar uma contaminação atualmente. Além disso, é aconselhado fazer uma checagem completa da máquina a partir de uma combinação de comandos do Terminal — as instruções para realizar esse processo estão disponíveis neste link (em inglês).
Fonte: Tecmundo.com.br
Casa própria ou aluguel? Planilha ajuda você a definir o que é melhor para o momento da sua vida
mar 28th
Quando um casal está prestes a consumar o matrimônio e firmar compromisso, uma das maiores preocupações é a moradia. Não é todo mundo que se sente bem morando de favor na casa de familiares e amigos, e a alternativa é mudar para sua própria residência.
Mas com tanta variação financeira e uma imensidão de juros no mercado imobiliário, como decidir o que é melhor? Nossos parceiros do UltraDownloads elaboraram a Planilha de custo/benefício – Casa própria ou Aluguel, que te ajuda nessa árdua tarefa. Através de dados que você insere, são exibidos diversos resultados.
A planilha exibe a variação de juros e o montante no final do pagamento. Assim, você pode analisar melhor qual a opção mais adequada para o seu bolso. Não jogue dinheiro fora, baixe a planilha de custo benefício e controle melhor suas finanças e aplicações.
fonte: olhar digital
Traga as telas de login e bloqueio do Windows 8 para seu Windows 7
mar 28th
O novíssimo Windows 8 possui uma ampla gama de novidades, tanto em design quanto em visual. A interface é dotada de quadros (os chamados tiles), ele possui tela de inicialização, novas telas de login de bloqueio e muito mais. Se você deseja testar alguma destas características do novo sistema em seu Windows 7, é só customizá-lo com a ajuda do WinLockPro.
Esta é uma ferramenta gratuita que permite a você ativar as telas de bloqueio e de login do novo sistema em seu Windows 7. Ele é muito simples de instalar e usar: basta rodar o programa e clicar no menu de configurações (clique com o botão direito sobre o ícone da bandeja do sistema e selecione Settings).
A partir do menu de configurações, escolha a imagem desejada para o plano de fundo da tela de bloqueio, insira seu nome e sua senha. Pronto! Agora você terá um gostinho de Windows 8 bem no seu Seven! Experimente!
Fonte: olhar digital
Será o fim dos atestados médicos falsos? Vem aí o e-atestado
mar 28th
Para evitar fraudes no sistema de saúde, a Associação Paulista de Medicina lançou o e-atestado, um atestado médico digital que poderá ser usado por médicos do estado de São Paulo a partir da próxima segunda-feira (02/04).
Assim, ficará mais fácil para os empregadores verificarem a autenticidade dos documentos apresentados pelos funcionários – e tudo acontece online. Para usar, é fácil: basta o médico possuir o e-CPF, documento eletrônico de identidade, e registrar os dados do paciente.
“Os atestados digitais têm exatamente os mesmos campos dos impressos, mas, como são preenchidos eletronicamente pelos médicos, não podem ser falsificados depois”, diz Paulo Tadeu Falanghe, diretor de Previdência e Mutualismo da APM, segundo o site da Associação.
No modo eletrônico, um atestado com um número identificador é gerado. Esse número é o que será usado para consultas de autenticidade. Porém, há um custo de R$1 por cada atestado. Esse valor pode ser pago pelo próprio médico ou pela empresa, que vai adquirir os documentos e os fornecerá para os profissionais que atendem seus pacientes.
Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina, diz que não há “uma dimensão exata das fraudes, mas sabemos que é uma coisa comum”. Ele explica que o e-atestado poderá comprovar a veracidade do documento, e não existirá mais a necessidade de chamar os médicos para prestar possíveis esclarecimentos na delegacia.
A Associação pretende ampliar o e-atestado, atingindo outras áreas como as de laudos de perícia, receitas de medicamentos de alto custo e até de remédios comuns. Mas, para esses casos, ainda não há previsão de criação ou implantação da ferramenta.
Meinão diz que “é como a questão do imposto de renda”, que antes era feito em papel e hoje pode ser enviado em forma eletrônica. Ele também diz que “a sociedade entendeu que é preciso minimizar ao máximo o uso do papel e usar métodos mais modernos e seguros”.
Hoje, existem casos de pessoas que nem sequer são médicos e utilizam blocos de atestados roubados e até carimbos falsificados em nome de profissionais. Além disso, também existem os atestados legais, que são emitidos apenas para favorecer o paciente.
Fonte: olhar digital.
Comunicado! Alteração na rota de IP’s para servidores Windows.
nov 30th
atualização: 29/11/2010 11:00 BRST - Serviço windows com indisponibilidade.
Como relatado anteriormente, uma área do datacenter que aloca nossos servidores que suportam os planos ASP e Revendas Windows sofreu uma pane elétrica.
Por conta deste problema alguns equipamentos de rede tiveram que ser reconfigurados. Para voltar de forma mais rápida do problema da falta de energia, os ips
do servidor foram configurados em um outro roteador que servia o datacenter, já que o roteador antigo foi impactado com o problema de energia. Hoje, houve a necessidade de alterar a rota dos ips e por conta disso haverá um período offline até que esta nova configuração seja feita.
Nossa equipe toda está direcionada para a resolução deste problema. Caso haja qualquer dúvida, nosso suporte ( sac@dsdigital.com.br ) permanece à disposição.
Queda em planos Windows
nov 26th
Atualização: 26/11/2010 21:35 BRST – O servidor já está operando em estado de normalidade.
Atualização: 26/11/2010 17:53 BRST – A área no datacenter onde ocorreu o problema está retornando à atividade e os servidores aos poucos estão sendo energizados. Não há uma previsão formal para que todos os serviços voltem a operação, entretanto toda a equipe de datacenter está mobilizada.
No dia de ontem, 25/11/2010, por volta das 13:30, uma explosão ocorreu na rede de energia que abastece o bairro onde um de nossos datacenters terceirizados se encontra, em Scranton, Pensilvânia, nos EUA.
Na sequência, o sistema de geração de energia emergencial do datacenter não foi acionado como deveria, o que causou a queda de grande parte da rede e servidores, mais especificamente a estrutura usada nos serviços de planos ASP e revendas Windows.
Neste momento a companhia de energia elétrica local está trabalhando para reestabelecer os serviços que afetaram vários quarteirões ao redor do datacenter.
Além disso, a empresa responsável pela manutenção do sistema de geração de energia emergencial também foi acionada, e uma equipe foi deslocada para realizar a análise e reparo no sistema.
Apesar de serem realizados testes de funcionamento periódicos no sistema de geração de energia emergencial, essa situação ocorreu de maneira inevitável.
Estamos no aguardo de maiores informações, mas certos de que a equipe do datacenter encontra-se trabalhando para restaurar o serviço ao normal o quanto antes.
Entretanto, também estamos na dependência da companhia de energia elétrica, com o atenuante do feriado de Ação de Graças que ocorreu ontem nos Estados Unidos.
Ficamos à disposição em nosso suporte para maiores esclarecimentos.
10 erros comuns nos blogs corporativos
out 26th
Diversas empresas já começaram a perceber a importância do blog corporativo. Além de poder gerar mais visitas ao site institucional, também pode ser mais um meio de divulgar a marca e estabelecer um relacionamento mais próximo com seu público-alvo. Assim como acontece nas redes sociais, algumas organizações ainda cometem erros básicos na hora de atualizar suas páginas, por isso selecionei 10 erros comuns nos blogs corporativos:
1. Blog como canal de marketing. Há empresas que usam o blog apenas para divulgar informações da marca e a página acaba virando algo muito “marketeiro”. Os posts são baseados em informações sobre o quanto aquele produto é bom, que a empresa possui o menor preço, entre outros dados mais institucionais. Guarde essas informações para o site, lá é o canal onde as pessoas buscam esse tipo de notícia. Uma das funções do blog é ser uma prestação de serviços, deve conter dicas, notícias e conhecimentos relacionados ao setor no qual atua a corporação.
2. Blog como Sala de Imprensa. Você pode até utilizar o blog como uma plataforma para hospedar sua sala de imprensa e colocar releases ou clippings divulgados pela assessoria. Porém esse não deve ser o foco do blog corporativo, saiba distinguir a função e o objetivo de cada canal da empresa.
3. Falta de foco. O blog corporativo pode ser voltado para o público externo ou interno, o que não pode é misturar esses públicos em uma página só, são assuntos e objetivos diferentes, não há como colocar informações que só dizem respeito aos funcionários da organização junto com notícias que interessam ao consumidor ou cliente.
4. Bloqueio de comentários. Uma vez ouvi a Carol Terra dizer que um blog sem espaço para comentários não é blog, concordo com ela. Um dos objetivos do blog corporativo é permitir a interação entre empresa e consumidor, se a organização posta apenas informações e não espera um retorno dos visitantes, não há como chamá-lo de blog.
5. Bloqueio a críticas. Também há casos em que empresas permitem comentários, porém bloqueiam críticas construtivas. É claro que há casos distintos, realmente há comentários ofensivos com palavrões que devem ser moderados, pois não agregam valor nenhum a empresa ou a página. Contudo, a organização não pode se fechar para comentários negativos, se ela abriu aquele espaço, deve estar ciente que também está sujeita a críticas, o que é uma vantagem, afinal é melhor o consumidor reclamar através do seu canal no qual você poderá responder do que comentar com outras pessoas ou em outros sites.
6. Falta de atualizações. Um blog corporativo deve ser bem planejado e um item muito importante é a frequência das atualizações, isso deve ser rigorosamente respeitado. Não adianta a empresa ter uma atualização diária na primeira semana e depois demorar meses para atualizar a página.
7. Linguagem muito formal ou técnica. Outra diferença entre o blog e o site da empresa é a linguagem. O blog é uma forma de comunicação direta com o consumidor, então a linguagem pode ser um pouco mais informal, sem utilizar muitos termos técnicos, imagine uma conversa com seu leitor. É claro que o bom senso nesse caso é fundamental, dependendo do setor no qual a organização atua, não utilize gírias ou abreviações e cuidado com a ortografia, saiba moderar essa informalidade.
8. Relacionamento forçado com outros blogueiros. É sempre importante manter um bom relacionamento bom blogueiros que escrevem sobre o mesmo assunto que seu blog corporativo, mas isso não deve funcionar como uma “amizade forçada”. Comentar em outros blogs é válido, mas apenas comente se realmente tiver o que escrever, reflita se o que está falando agrega algum valor para aquele post, não faça comentários apenas com a intenção de receber outro em agradecimento.
9. Plágio. Essa deveria ser uma regra básica não só para blogs corporativos, como para todos os sites da Internet, mas nem sempre isso é respeitado. Nunca, jamais, em hipótese alguma copie o texto de alguém e coloque em sua página sem dar os devidos créditos. Caso ache um texto interessante que é relevante para o seu público alvo, não há problema em colocá-lo no blog com os créditos, mas manter uma página apenas com textos feitos por outras pessoas não é interessante.
10. Falta de planejamento. Todos esses erros citados acima são basicamente resultados da falta de planejamento. O blog corporativo é mais um canal da empresa, ou seja, tudo que está ali representa aquela marca, por isso antes de criá-lo, pense primeiro em todos os detalhes; foco, objetivo, frequência de atualizações, gerenciamento de comentários positivos ou negativos, relacionamento com outros blogueiros, divulgação, interação com outras redes, entre outras informações importantes.
Fonte:
http://www.estudiodecomunicacao.com.br/blogestudio/blogs-corporativos/10-erros-comuns-nos-blogs-corporativos
Brasil tem 11,8 mil sites sob o domínio ‘.gov.br’, diz CGI.br
ago 18th
O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) apresentou nesta terça-feira (17), na cidade de são Paulo, o projeto do “Censo da Web .br”, que pretende mapear a internet brasileira a partir de uma análise detalhada sobre os sites hospedados sob o domínio .br – como .com.br, .org.br, .net.br e .gov.br.
A primeira etapa do projeto mostra o panorama da web governamental no país, com um relatório do trabalho para domínios .gov.br (que representam menos de 1% do total dos domínios .br). Segundo o CGI.br, são 11.856 sites com este domínio, com um total de 6.331.256 páginas HTML – uma média de 534 páginas por sites. Cerca de 70% dos sites têm menos de 100 páginas, enquanto 10% têm mais de mil.
As regiões com maior participação no número total de sítios .gov.br são Sul e Sudeste, com 29% e 28%, respectivamente. O governo federal, com 14% da participação no total de sítios, representa 26% do tamanho total em bytes. Do total, 93% dos sites estão em servidores localizados no Brasil, 6% no exterior e 1% não foi localizado. No estudo, foi identificado o uso de quatro idiomas nas páginas: português, inglês, espanhol e francês, sendo 97% das páginas em português. Dentre o conteúdo em outras línguas, 86% são em inglês.
O estudo também analisou a aderência dos sites aos padrões HTML do W3C (Consórcio World Wide Web), que leva em conta a acessibilidade, economia de banda, códigos simples e fáceis de usar, melhor visibilidade em ferramentas de buscas, entre outras características. Apenas 5% dos sites analisados não apresentaram nenhum tipo de erro na análise. Outra característica analisada pela censo foi a sincronização com a hora legal brasileira, o que é recomendado formalmente pelo CGI.br. Mais da metade (52%) está sincronizada ou tem entre um segundo e um minuto de diferença (16%).
Outro ponto que chama a atenção é a falta de conformidade com padrões de acessibilidade: 98% dos sites .gov.br não correspondem ao Modelo de Acessibilidade de Governo Eletrônico (e-MAG), que permitir o acesso de pessoas com deficiência visual.
Os dados referentes à web governamental foram reunidos no documento “Dimensões e características da Web brasileira: um estudo do .gov.br”. Os trabalhos do Censo da Web continuarão com outros domínios .br. O objetivo do CGI.br é traçar características como número de sítios e páginas, distribuição de idiomas, idade das páginas e geolocalização dos servidores IP de toda a web brasileira.
O comitê pretende terminar o ciclo com todos os domínios .br ainda neste ano ou no início do ano que vem. Os próximos recortes serão com domínios de tamanho pequeno, como o .org.br, terminando com o .com.br, que representa mais de 90% da web brasileira.
“Esse censo marca o início de uma nova série histórica para a web brasileira. A partir desses dados, poderão ser feitas análises sobre o comportamento da web ao longo dos anos”, afirmou Hartmut Glaser, diretor-executivo do CGI.br.
As pesquisas são coordenadas pelo Escritório W3C Brasil e pelo do Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologias de Redes e Operações (CEPTRO.br).
Fonte: G1
Copa do Mundo 2014: oportunidade desperdiçada?
ago 16th

Um evento do porte de uma Copa do Mundo se qualifica como ocasião imperdível para a demonstração de aspectos significativos do país que o acolhe. Esses aspectos se alinham desde os resultados que a intensa exposição à mídia internacional pode proporcionar ao turismo a outros que podem evidenciar uma capacidade nacional em empreender ações complexas. A Copa do Mundo de 2014 pode tornar visível nossa perícia em projeto, implementação e realização.
Ao longo da história, eventos dessa natureza serviram muitas vezes para o estabelecimento de paradigmas no uso de novas tecnologias na área da comunicação. Além disto, por outras vezes serviram para alavancar certo desenvolvimento sócio-econômico. Dependendo da atenção conferida a variados fatores, o resultado dos investimentos econômicos podem se tornar ou não sustentáveis.
Assim, o desenho do símbolo para o evento reflete, ao menos, dois significados. Certamente significa o que está ali para significar, no caso, a edição da Copa do Mundo de 2014 organizada pela FIFA. Mas o símbolo é também portador de um significado relativo ao próprio ato de desenhar. Ou seja, as características do desenho traduzem, sempre, uma determinada atitude diante do ato de projetar, do ato de se fazer design.
Nessas ocasiões, experimentos podem ser realizados e, através deles, algo mais pode ser comunicado, e signifcar avanços para além dos limites do evento. Por exemplo, nas Olimpíadas de Sydney, Austrália, em 2000, elegeu-se a eco-sustentabilidade como um de seus atributos. Junto ao estádio onde grande parte das competições de atletismo se deu, as torres de iluminação eram auto-sustentáveis. Isto mesmo, independiam de conexão a qualquer outra fonte de energia senão aquela proporcionada pela energia solar. Ali se demonstrou a possibilidade de implementar equipamentos urbanos dotados desse tipo de predicado. Outro exemplo: os sinais adotados pelo Japão, durante as Olimpíadas de 1964 – pictogramas que superavam a barreira linguística através do uso de imagens significativas acessíveis por qualquer cidadão do planeta – estabeleceram um parâmetro para toda a comunicação a ser implantada em situações assemelhadas, de aeroportos a hotéis, de grandes espaços congressionais a estádios.
Por outro lado, esses projetos incorporam uma natureza estética, que não se caracteriza somente como criação de beleza. Nessas ocasiões, um dos fatos consolidados é a reiteração de traços de uma imagem nacional. O sinal desenhado pelo catalão Josep Trias para as Olimpíadas de Barcelona em 1992 ecoa a linguagem de Joan Miró e Pablo Picasso, reafirmando sua origem cultural. O símbolo adotado pela Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos em 1994 remete diretamente à bandeira americana.
Hoje, para a Copa do Mundo 2014, observa-se o que parece ser um indicativo em oposição a esse tipo de percepção. O símbolo apresentado à comunidade internacional na festa de encerramento da Copa Sul-Africana, escolhido por um grupo de celebridades, certamente atendeu à sua vontade coletiva em circunstância aparentemente desinformada. À comissão julgadora responsável por tal escolha não se pode, talvez nem se deva, imputar a responsabilidade por sua escolha, seja ela boa ou má, já que é plenamente compreensível que seus integrantes não tenham o hábito de refletir sobre tais assuntos – nunca lhes coube, não lhes cabe essa reflexão.
O símbolo da Copa do Mundo 2014 é um desenho tosco e inacabado. Seu conceito básico – múltiplas mãos que se apoderam da bola, signo máximo da competição, ou da taça, como afirmam seus autores – é passível de questionamento, já que estes não deveriam constituir seu principal significado. É inacabado pela inadequação do seu desenho, traçado que mal se equilibra entre o cômico e o irônico, assim como pelos desnecessários detalhes à apreensão da sua forma – pequenas sombras nas mãos chapadas refletem o mais básico dos artifícios disponíveis em softwares gráficos de desenho. Da forma das letras, o que dizer? A tradição tipográfica iniciada no século 15 indica que a forma da letra sempre é portadora de algum tipo de significado. No símbolo, só revela uma certa inabilidade na escrita, algo infantilizado. Ainda, a falta de uma referência de base não o sustenta verticalmente, mantendo-o em precário equilíbrio.
Ressalte-se aqui que esta não é uma reclamação de ordem corporativa. Não se trata de exigir a presença de designers, e somente isto. Se trata, sim, de questionar algo mais profundo. Se trata de exigir uma postura consistente de projeto, e, assim por dizer, de design no seu sentido mais amplificado.
Frente aos problemas veiculados pela mídia durante as últimas semanas quanto aos projetos dos equipamentos necessários à realização do Mundial, constata-se uma grande dificuldade em lidar com a questão do projeto em toda a sua complexidade. Pode-se chegar à conclusão que, juntamente com o símbolo escolhido, tudo será conduzido e orquestrado sem que seja usufruido o grau de oportunidade oferecido por essa fantástica situação de comunicação.
Através do símbolo apresentado, estaremos expondo ao mundo uma tremenda incapacidade de lidar com o projeto e com a criação de símbolos. Isto, no mínimo, não corresponde à realidade brasileira, cuja produção em design reverbera, pela qualidade que emana, pelos quatro cantos do planeta. A esta qualidade do design, somam-se a qualidade da engenharia e da arquitetura brasileiras.
Nos defrontamos, evidentemente, com uma séria questão de gestão.
Estamos no limiar, já que todos os prazos se atropelam, de demonstrar ao mundo que ainda somos juvenis, alegres, mas totalmente desprovidos da capacidade racional de projetar o futuro, característica central do design em seu melhor e mais amplo sentido. Nessa perspectiva, infelizmente, o sinal apresentado se oferece como a melhor síntese.
Autor:
João de Souza Leite,
Designer, professor na ESDI/Uerj e na PUC-Rio,
pelo Conselho de Ética da Associação dos Designers Gráficos – ADG
Fonte: http://adg.org.br



